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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você é Trilheiro ?

Você é trilheiro quando...
1.      O melhor caminho entre o ponto A e o ponto B é através da montanha.
2.      Você fica observando todos os morros que vê, para tentar descobrir um jeito de subir.
3.      Você tem enjôo quando vê uma patrola.
4.      Você evita conversar com quem usa pedaleira de garupa.
5.      Você é forçado a adicionar CR XR KDX KX YZ DR DT... ao seu verificador ortográfico.
6.      Você nunca sabe aonde vai chegar.
7.      Você passa mais tempo andando de moto que andando com sua namorada/esposa.
8.      Você realmente sente pena de alguém que anda de patinete.
9.      Você liga a moto e cai um pedaço de barro no chão.
10.    Sua namorada/esposa se recusa a ir passear com você.
11.    Sua carteira está sempre vazia.
12.   O cara da loja de peças fica todo feliz quando você aparece por lá.
13.   O cara do posto cobra mais caro para lavar sua moto.
14.   Quando você finalmente lava sua moto, todo mundo pergunta se você comprou uma moto nova.

Você sabe que esta tendo diversão quando...
1.      Você acorda cedo e verifica que choveu a noite toda.
2.      Você está perdido e urubus começam a sobrevoar a sua cabeça.
3.      Você resolve pedir informação e as pessoas saem correndo com medo.
4.      Sua moto entrou na reserva e você ainda não tem a mínima noção de onde está.
5.      O rio era mais fundo que você pensou e a correnteza mais forte do que parecia.
6.      Você levou um tombo daqueles e, meio tonto, ainda não descobriu onde a moto foi parar.
7.      Já vai escurecer e você ainda não almoçou.
8.      Você acorda no dia seguinte com o corpo todo doendo.

Cuidados com a moto:
  • Antes de sair verifique o nível da água (caso sua moto seja refrigerada a água).
  • Verifique o nível do óleo.
  • Verifique o combustível.
  • Verifique se o filtro de ar está limpo.
  • Verifique a pressão dos pneus (sempre entre 14 e 22 lbs) dependendo do terreno.
  • Verifique a relação da moto (dentes e coroa gastos, mesmo que esticados, poderão ficar caindo).
  • Lubrifique a corrente.
* IMPORTANTE – Uma boa moto dificilmente te deixará na mão, mantenha tudo em bom funcionamento, e não estrague o passeio dos outros.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Guia de Manutenção: Manual de Revisão Pós Trilha



Quem pratica esportes em geral sabe que o equipamento em dia é condição essencial para um bom aproveitamento e até segurança.

Isso inclui seu equipamento de segurança, você mesmo (condição física e mental) e é claro, a moto.
 
 
A moto, quando utilizada de forma esportiva, é mais exigida. Isso tendea desgasta mais seus componentes, que uma condução normal no trânsito.Esse desgaste é mais acentuado no fora de estrada, pois as suspensõessão mais forçadas. O motor trabalha em regimes mais elevados. Alémdisso, poeira e lama infiltram-se em partes móveis, acentuando osdesgastes.

Por isso, é fundamental revisar a moto após cada trilha, pois além degarantir sua segurança, a moto não vai te deixar na mão e estragar opasseio.

Levar a moto a um mecânico toda semana acaba onerando ainda mais aprática do off-road, embora seja necessária a revisão da moto, pelosmotivos já mencionados.

Mas muita coisa pode ser feita em casa mesmo, bastando o piloto ter ferramentas e uma noção de mecânica.
 
 
 
Guia de Manutenção: Manual de Revisão Pós Trilha

Com a moto ainda suja (barro ou lama) é possível verificar se há vazamentos. É que a lama, com o tempo evapora a água e fica somente o barro seco na moto. Mas se há óleo junto, ela não seca. Então procure por barro ainda úmido nos locais onde há juntas e retentores, como nas bengalas, junta do cabeçote, junta cilindro, coletor de admissão. Achando o vazamento, anote para lembrar depois onde é o local e fazer uma verificação quando for revisar a moto.

Proceda a lavação da moto da forma que lhe convém. Mas procure usa produtos neutros, específicos para lavar veículos. Produtos de limpeza pesada (limpa baú, solupan, etc), acabam atacando vernizes e zincados, fosqueando a moto toda. Se usar aparelhos de água pressurizada, evite apontar o jato de água próximo a partes móveis, como caixa de direção, eixo da balança (e seus links) e cubos de roda. Além do jato forte retirar a graxa desses locais, pode empurrar sujeira para dentro, que acaba reduzindo a vida útil de rolamentos e buchas.

Após a moto limpa e seca, é hora da revisão.

Eu costumo dividir a moto em três seções para fazer a revisão. Traço uma linha imaginária separando a suspensão e freio dianteiros e uma separando a suspensão e freio traseiros. Entre as linhas, fica a segunda seção, que engloba motor, chassis, filtro de ar, escapamento e a parte elétrica (ignição, partida e iluminação).


Primeira Seção

Pneu: Com a moto sobre o cavalete (a roda dianteira suspensa), comece verificando o estado do pneu. Procure por rachaduras na carcaça do pneu, ou objetos presos à ele, como pregos e pedras. Veja também o desgaste do pneu. A calibragem do pneu é muito importante, mas não adianta calibrar e deixar a moto parada o resto da semana, por que irá perder pressão. A calibragem deve ser feita no momento em que se vai para a trilha, com o pneu ainda frio. Mas como a moto vai ficar parada pelo menos uma semana, eu calibro o pneu com mais pressão que normalmente uso nas trilhas, para que o peso da moto não deforme o pneu.

Roda (Aro): Gire a roda e verifique se há amassados ou trincas. Também veja o alinhamento. Nos dois primeiros casos, a troca do aro é inevitável. Já quanto ao desalinhamento, é possível voltar a centralizar a roda, quando esse empeno não for muito grande. Leve a roda a um mecânico para diagnosticar.
 
Raios: Procure por raios quebrados ou tortos. Verifique também se há raios frouxos. Para isso, bata com uma chave de fenda em cada raio. Se estiver apertado, o raio vai reverberar. Se estiver frouxo, o som será de uma batida “seca”. Os raios frouxos devem ser apertados. Mas cuidado! Não aperte muito um raio só, por que isso vai desalinhar a roda. O correto é ir apertando um raio de cada vez, aos poucos.
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Verificando o aperto dos raios


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Rolamentos: Force um pouco a roda contra as bengalas (lateralmente) para verificar se há folga nos rolamentos da roda. Se tiver folga, troque-os. Os rolamentos de roda normalmente vêm blindados dos dois lados. Eu retiro a blindagem do lado interno do relamento (lado do rolamento que fica para dentro do cubo) para fazer a troca da graxa a cada 3 usos da moto. Lave o rolamento com querosene para retirar a graxa e aplique graxa nova específica para rolamento. Não lave o rolamento com água e se usar ar comprimido para seca-lo, não o deixe girar em seco.

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Freio à Disco: Verifique o estado das pastilhas de freio, quanto a rachaduras no material ou desgaste. Consulte o manual de proprietário da moto para saber qual o limite de uso das pastilhas. Com uma lixa de ferro sobre uma área plana (um vidro, por exemplo) lixe as pastilhas até tirar toda a sujeira. Ele deverá ficar com uma coloração marron clara. Lixe também o disco, transversalmente, da borda para o centro. Verifique a integridade do flexível de freio. Verifique o nível do fluído de freio no reservatório. Caso necessário completar o nível, use o mesmo fluído que já existe. Evite misturar fluídos hidráulicos de fabricantes diferentes.

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Freio à Tambor: Se sua moto tiver freio a tambor, lixe as lonas de freio (sapatas) e o cubo da roda. Passe um ar comprimido para retirar o pó a acumulado das lonas de freio. Evite respirar esse pó. Muitas lonas são feitas à base de amianto, produto altamente cancerígeno. Verifique o desgaste das lonas e substitua se estiver abaixo do limite indicado pelo fabricante da moto. Um par de sapatas de freio custa pouco. Se insistir em usar lonas desgastadas, poderá danificar o cubo, o que custará bem mais para consertar.
Verifique o cabo do freio, principalmente nas extremidades, se há fios de aço quebrando. Caso positivo, troque o cabo. Verifique a integridade da capa (de plástico) do cabo. Se estiver rasgado, entrará sujeira e o cabo ficará pesado. Se isso ocorrer e o cabo (de aço, interno) ainda estiver bom, passe uma fita isolante na capa para cobrir á área exposta. Se o cabo estiver pesado, na maioria das vezes é possível recupera-lo (veja no item “cabo de embreagem”). Regule o cabo a seu gosto de pilotagem

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Caixa de Direção: Gire lentamente o guidão para os dois lados. Preste atenção se há resistência quando a direção está em linha reta. Isso é sinal de desgaste na coroa do rolamento. Caso positivo, troque os rolamentos. Quanto a graxa, costumo substituir a cada 6 trilhas, pelo menos. Com as duas mãos nas bengalas, force-as para frente e para trás para verificar se há folga na caixa de direção. Se houver, faça o reaperto. Para isso, solte o parafuso central e os parafusos da mesa superior, pois apertando a porca do rolamento, a mesa irá descer.

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Caso necessário, reaperte faça o reaperto da mesa superior

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Bengalas: Verifique se há vazamentos nos retentores. Verifique se as bengalas estão alinhadas. Verifique o estado do cromado dos tubos internos. Troque o óloeo entre 25 a 60 horas de uso, dependendo do uso da moto (cross, trilha, enduro) e da qualidade do óleo usado.
 

Segunda Seção

A segunda seção engloba muitos componentes e são os que mais exigem experiência em mecânica.

Filtro de Ar: Limpe-o, a cada trilha. Verifique sua estrutura. Se verificar que há furos, rasgos ou deterioração, troque-o  Não esqueça de limpar também a caixa do filtro.

Vela de Ignição: Retire a vela e limpe-a. Regule o eletrodo lateral conforme indica o manual do proprietário da moto. Normalmente é entre 0,7 e 08mm. Nos motores dois tempos, há acúmulo de carvão ao redor do eletrodo. Com uma ferramenta pontiaguda, raspe o carvão, tendo cuidado para não quebrar o isolante.

Escape: Verifique se não há vazamento de gases na janela de escape, e na junção com a ponteira. Se a ponteira estiver muito barulhenta, troque a lã de vidro. A maioria das ponteiras tem as tampas rebitadas ou parafusadas, o que facilita a abertura para a troca da lã. Veja também se o escape não está muito amassado ou com trincas.

Carburador: A limpeza  do carburador é necessária após cada trilha. O serviço requer experiência mecânica mais avançada, principalmente nos carburadores de motos 4 tempos, por causa da regulagem mais elaborada da mistura ar/combustível.

Cabo do Acelerador: Verifique o cabo de aço, principalmente nas extremidades, se há fios de aço quebrados. Caso positivo, troque o cabo. Verifique a integridade da capa (de plástico) do cabo. Se estiver rasgado, entrará sujeira e o cabo ficará pesado. Se isso ocorrer e o cabo (de aço, interno) ainda estiver bom, passe uma fita isolante na capa para cobrir á área exposta. Se o cabo estiver pesado: veja o procedimento no item “cabo de embreagem”. Regule o cabo, deixando uma folga de 2 a 3mm. Com a moto ligada em marcha lenta, vire o guidão para os dois lados. Se a aceleração aumentar, a folga deverá ser maior ou o cabo poderá estar passando pelo local errado.

Torneira de Combustível: Verifique a “dureza” no acionamento da torneira. Limpe o filtro interno e se necessário, desmonte toda a torneira para uma limpeza. Verifique a vazão  da torneira .

Coletor de Admissão: Verifique a integridade do coletor. Se estiver ressecado ou trincado, troque-o.

Palhetas de Admissão (motores 2 tempos): O bom estado das palhetas é primordial para o bom desempenho da moto. Retire a válvula das palhetas e verifique se elas estão fechando bem, se não há trincas ou esteja faltando partes.

Sistema de Arrefecimento (motos refrigeradas à água): Verifique a fixação do(s) radiador(res), o estado da colméia e da tampa. Verifique o estado das mangueiras e se estão bem fixadas. Verifique se o vaso de expansão não tem rachaduras. Verifique o nível da mistura água/aditivo. Se necessário complete usando aditivo na proporção indicada pelo fabricante da moto.

Óleo do Motor: Por ser mais exigido óleo deve ser trocado com mais regularidade (a cada duas trilhas nas motos 4 tempos e a cada 6 trilhas nas motos 2 tempos). Verifique o nível e a coloração. Complete se necessário, com o mesmo tipo de óleo. Se estiver com a cor marron clara ou bege, é sinal que pode estar entrando água pelo respiro do cárter, ou pelo sistema de arrefecimento (nas motos refrigeradas a água). Mas muitas vezes isto acontece pelo choque térmico do motor estar quente e passar por um riacho com água muito fria, por exemplo. O choque faz com que o ar aquecido que está dentro da caixa de câmbio se condense, formando água.

Válvula de Escape (motores 2 tempos): Verifique o funcionamento e o estado da válvula de escape. Se for eletrônica, verifique o estado e a regulagem dos cabos de acionamento e a integridade do servo-motor.

Cabo de Embreagem: Verifique o cabo de aço, principalmente nas extremidades, se há fios de aço quebrado. Caso positivo, troque o cabo. Verifique a integridade da capa (de plástico) do cabo. Se estiver rasgado, entrará sujeira e o cabo ficará pesado. Se isso ocorrer e o cabo (de aço, interno) ainda estiver bom, passe uma fita isolante na capa para cobrir á área exposta. Se o cabo estiver pesado: Com ajuda de uma seringa, insira óleo bem fino (baixa viscosidade, como óleo 2 tempos, por exemplo) no cabo até que saia óleo limpo na outra extremidade do cabo. Além do cabo ficar bem mais leve, a vida útil é prolongada. Regule o cabo a seu gosto de pilotagem.

Elétrica: Verifique o estado dos chicotes elétricos e dos terminais. Isole todos os terminais com fita isolante para evitar que a sujeira interfira na condução da energia. Verifique se os componentes (CDI, Regulador/Retificador de voltagem) estão bem fixos na moto. Se a moto tiver bateria, verifique o nível de água (se for necessário completar, use água destilada, vendida em farmácias). Se possível, teste a voltagem e a amperagem da bateria. Veja se os terminais da bateria não estão oxidados. Verifique se as lâmpadas estão funcionando.

Chassis: Inspecione o chassis procurando por trincas e quebras.

Após a moto toda revisada, ligue o motor e preste atenção a ruídos estranhos. Se constatar algo irregular, procure um mecânico de confiança.

Descarbonização (motores 2 tempos): Não vamos adentrar neste assunto, pois exige mais conhecimento mecânico.

Regulagem de Válvulas (motores 4 tempos): Não vamos adentrar neste assunto, pois exige mais conhecimento mecânico.


Terceira Seção

Roda, Pneu e Rolamentos: Faça as mesmas inspeções e procedimentos conforme descrito para a roda dianteira

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Balança: Inspecione a balança procurando por trincas e quebras. Force a balança para os lados para verificar se há folga nas buchas. Se houver, troque-as. Retire a balança limpe-a e coloque graxa nova a cada 4 trilhas.



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Links: Com a roda traseira suspensa, tente levantar a roda com as mãos (forçando para cima) e verifique se há folga nos rolamentos/buchas dos links. Se houver, troque-os. Retire os links limpe-os e coloque graxa nova a cada 4 trilhas.

Amortecedor: Veja se há vazamento de óleo. Verifique a fixação do amortecedor e o estado das buchas onde passam os parafusos de fixação.

Freio: Faça as mesmas inspeções e procedimentos conforme descrito para o freio dianteiro (à disco ou à tambor).

Kit Corrente: Limpe bem a corrente usando querosene e um pincel. Se for retirar a corrente da moto, marque a posição dela, pois ela desgasta em conjunto com o pinhão e a coroa. Se colocar em outra ordem, o desgaste será mais rápido. Verifique o desgaste do kit. Regule e lubrifique a corrente.

Reaperto Geral: Verifique o aperto de todos os parafusos visíveis da moto. 
Fonte: Clube das Motocas